Neste momento estou a fazer a minha mala, algo que por sinal pode ser complicado para quem não sabe a duração da estadia nem as pessoas que vai encontrar. Mas tenho a meu favor o facto de numa cidade tão grande ninguém julgar os outros por aquilo que vestem. Por isso, levarei as peças e as cores que me despertarem mais entusiasmo em usá-las.
Podem ser saias compridas, malas de plástico, chapéus de borracha ou camisolas de papel, porque o único critério é o meu gosto. Na verdade, não me identifico com nada daquilo que referi anteriormente, mas foi uma forma de levar a questão da liberdade de expressão ao expoente máximo...
E com estes pensamentos, acabei mesmo agora de fazer a minha mala. Optei por coisas simples e discretas que não me obrigam a pensar muito nelas. Além do mais, não sei o que Paris me irá trazer de novo. Não sei o que irei descobrir sobre mim, que à tanto tempo procuro e não sei o que é.
Agora só tenho de pegar na mala e sair de casa.
Acham que devo deixar algum bilhete?
Vou ser indecisa toda a minha vida e nem me lembro de que a minha mãe vem a casa almoçar dentro de dez minutos.
Por isso, o melhor é deixar um papel na sala a dizer que os amo.
Sei que este acontecimento era merecedor de uma mensagem mais elaborada, mas gosto demasiado deles para inventar mentiras ou justificações que em nada os iria acalmar, porque eles nunca iriam perceber que também estou a fazer isto por eles. Aliás, é impossível eles viverem tranquilos assistindo aos conflitos e indecisões que me perseguem constantemente e que espero atenuar com esta aventura, porque não há dúvida que encontrar novas realidades, ajuda-nos a encontrarmo-nos a nós prórpios.
Caros leitores, o táxi já chegou e por isso vou tentar disfrutar estes momentos ao máximo para reflectir. Quando estiver no avião, espero que as nuvens me elevem ainda mais alto para poder escrever a minha próxima mensagem que partilharei convosco mal beije o chão de Paris!
Bijoux,
De moi
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